Foto: Arquivo Pessoal (Divulgação)
Nas redes sociais a cancha do batata prestou uma homenagem para a amiga e cliente: "Uma pessoa alegre e contagiante que alegrava todos à sua volta. Agora, tudo se transforma em memória, e cada memória passa a ser um jeito de manter essa pessoa viva em nós".
A morte de Dalva Arruda da Rosa, 57 anos, vítima de um grave acidente de trânsito na BR-158, em Santa Maria, causou comoção entre familiares, amigos e as companheiras do esporte que ela tanto apreciava, a bocha. Conhecida pela presença constante em partidas, Dalva foi lembrada pela alegria, pelo companheirismo e pela forma acolhedora com que se relacionava com todos.
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Entre as homenagens, estão os relatos de amigas que conviviam com Dalva nas partidas de bocha. Amanda Cunha, que dividiu diversos momentos com ela no esporte, destacou a energia positiva e o incentivo constante.
- Convivi com a Dalva principalmente através da bocha, esporte que ela tanto amava e praticava com muita alegria. Tivemos muitos momentos juntas, entre jogos, conversas e risadas, e é impossível não lembrar dela sempre com um sorriso no rosto e uma palavra amiga. A Dalva era uma pessoa muito especial, dessas que marcam a vida de quem cruza o seu caminho. Sempre acolhedora, generosa e cheia de energia, fazia questão de incentivar todos ao redor, fosse no esporte ou na vida. Conviver com ela foi um privilégio, e sua ausência deixa uma saudade enorme - diz.
Outra colega do esporte, a autônoma Carolina Henkes, 21 anos, conta que teve pouco tempo de convivência, mas Dalva deixa uma lembrança marcante.
- Não tive muito convívio com a Dalva, mas o pouco que a conheci já foi suficiente para marcar minha vida. Ela era uma ótima pessoa, sempre carregando o sorriso no rosto. Eu estava grávida e ía a torneios e sorteios na Cancha do Batata, e sempre que ela me via e dizia: "lá vem a gravidinha". Dalva era adorada por todos, estava sempre na torcida e era muito brincalhona nas partidas. Que ela descanse em paz - relata.
Homenagem da Cancha do Batata
A Cancha do Batata, localizada no Bairro Passo das Tropas e frequentada por Dalva e pelas amigas, também prestou homenagem nas redes sociais, destacando a presença marcante da cliente.
“A dor da despedida é grande, mas maior ainda é a gratidão por tudo o que foi vivido. Cada partida de bocha, cada riso, cada história contada. Uma pessoa alegre e contagiante que alegrava todos à sua volta. Agora, tudo se transforma em memória, e cada memória passa a ser um jeito de manter essa pessoa viva em nós.”
Relembre o caso
Dalva morreu após o veículo que conduzia, um Ford Fiesta, sair da pista e capotar às margens da rodovia, por volta das 19h30min de domingo (25). Ela não resistiu aos ferimentos. No carro estava uma passageira, de 62 anos, que foi socorrida e encaminhada ao Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), onde permanece internada. As circunstâncias do acidente seguem sendo investigadas. A ocorrência foi atendida por equipes de resgate e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e o caso é apurado pela Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP).
Despedida
Natural de Santa Maria, Dalva Arruda da Rosa foi velada na Capela Pérola da Funerária Angelos, na Avenida Hélvio Basso. O sepultamento ocorreu na manhã de terça-feira (27).